20 de jan. de 2013

Fringe - A série mais legal do mundo terminou

Da forma mais esquisita possível, em um fim de semana de 2009, procurando o que passar como aula de vídeo pra uma das minhas turmas no CCBEU, resolvi assistir Fringe. Tinha visto os comerciais na Warner, porque acompanhava as reprises dos episódios que eu já tinha visto de Supernatural. Nos comerciais, vi que em Fringe tinha o John Noble, e basicamente por isso, já valia a pena assistir. O problema era que sempre esquecia de anotar os dias e horários. 

Naquele sábado, depois de muito pensar no que eu podia passar na aula da semana seguinte, fiquei pesquisando as sinopses dos episódios de Fringe, pra ver se tinha algum que tivesse bastante correria (e bombas e tiros, porque, adolescentes, né?). Após uma lida nas sinopses dos episódios, resolvi procurar por um que parecia ser bem interessante, já que a cabeça de uma das moças envolvidas no caso em questão, explodia. Pensei ser o tipo de coisa que os alunos gostariam.

Quando terminei de assistir o episódio da menina que explodia a cabeça de mó galera junto com a dela, tinha ficado tão empolgada com os protagonistas que acabei vendo a primeira temporada inteira em menos de uma semana. E fiquei feliz de saber que logo mais teria a segunda, ou seja, o negócio era bom já que tinha sido renovado. Constatei depois de uns três dias durante aquela semana, numa maratona maluca de aulas seguida de mais aulas e então do momento de assistir alguns episódios antes de preparar mais aulas, que  pra mim era bem mais interessante do que Arquivo X, que eu acompanhava quando era adolescente. 

Na época levei em consideração que: tinha casos inexplicáveis pela ciência tradicional; tinha agentes do FBI; os personagens tinham histórias com profundidade; tinha uma trama legal que prendia até o fim, e um bônus: um cientista maluco. E o cientista maluco era justamente o John Noble. De cara, o Walter Bishop virou o meu personagem preferido. Ele era excêntrico, completamente louco, gostava de cogumelos, música e sempre tinha as melhores tiradas. No meio de um caso grotesco com sangue e miolos pra todo lado, analisando o corpo da vítima, lá estava o Walter comendo alguma coisa e fazendo alguma piada com humor negro sobre o que poderia ter acontecido. Era sensacional. E o legal é que ele não era um personagem só com tiradas engraçadas, ele também tinha um lado bem triste, e toda a história dele foi construída às custas de preços caros a pagar. Ele era uma pessoa amarga, destruída por conta da ambição quando era jovem, e com bem pouca sanidade. Tinha também um tal William Bell, que depois de muito mistério descobre-se que é o Leonard Nimoy. Foi uma boa season finale, afinal, nada melhor que o outro cientista maluco ser o Spock, né?

Da segunda temporada pra frente me vi imersa no mundo da Olivia Dunham, do Peter e Walter Bishop, do Coronel Broyles, da Nina Sharp, da Astrid Farnsworth, do William Bell e do observador  September. ('Observadores' era como a divisão Fringe os chamava porque eles sempre estavam presentes em momentos importantes da história humana observando o que a gente fazia, mas ninguém tinha a mínima ideia do que eles podiam ser, talvez alienígenas.) 

Mal eu sabia que por três anos e meio eles seriam minha família fictícia. Todas as semanas em que havia episódios lá estava eu fissurada, querendo que a próxima pausa dada pela emissora não fosse tão grande quanto a anterior.

De repente, lá pelo final da segunda temporada, começaram a cogitar o cancelamento da série. O fato de ter de concorrer com outras séries do horário nobre, a maioria feita tendo como público alvo os adolescentes, foi deixando Fringe pra trás. E era injusto, porque a série tinha bastante audiência, porém para os chefes executivos da emissora não era o suficiente. Mesmo depois de a Olivia finalmente ter dado uma chance pra que algo acontecesse entre ela e o Peter. A Olivia virou minha irmã mais velha.

O alívio veio com a terceira temporada, renovada por inteiro, com vinte e poucos episódios. Com ela, veio um universo paralelo com os personagens do lado de lá vivendo vidas praticamente iguais aos daqui; nomes novos; personagens que deixavam o ódio corroer a cada nova estória; alguns casos bizarros, também. E o Walter cada vez mais louco, cada vez mais no fundo do poço, cada vez mais engraçado. E era demais como o Walter daqui era completamente diferente do Walter do lado de lá. O John Noble é muito genial. O Walternate era sério, austero, decidido e um tanto quanto cruel. Ver o John Noble ser capaz de retratar dois Walters completamente diferentes entre si me fazia gostar ainda mais dele. Nesse ponto me peguei pensando se eu era fã mais do Bishop ou do Noble, e até hoje eu não sei. Mas que o Bishop virou meu pai, virou. Eu chorava com ele, ria com ele, me sentia uma merda quando ele se sentia também. Dava vontade de me transportar pro mundo de Fringe e abraçar ele e dizer "Walter, vai ficar tudo bem, vamos tomar um LSD, comer uns candy sticks e ouvir uns discos."

Então veio de novo o perrengue da boataria de que não teria uma quarta temporada. Um monte de sites que postam as renovações das séries especulou que talvez realmente dessa vez não tivesse. Mas era só pra encher o saco, mesmo. O problema é que quando você já está tão viciado em algo, que simplesmente não se vê vivendo sem, acaba acreditando em basicamente tudo o que lê. Isso inclui os boatos de cancelamento. Aí você fica ansioso, depois se desespera, depois pede pra seja lá o que for que você creia que não haja nada de ruim, e então vê que era só exagero.

A quarta temporada foi, com certeza, a melhor de todas. Teve alteração nas linhas de tempo, teve personagem desaparecendo, teve mais observadores que o normal, teve o departamento Fringe daqui colaborando com o Fringe de lá, teve o personagem que tinha desparecido da linha de tempo voltando da forma mais louca possível, e teve mais September. Na verdade sempre teve o September. Em todas as outras temporadas ele aparece, mas na quarta o papel dele foi bem mais significativo. Eu já não sabia mais se meu coração pertencia à Olivia, ao Walter ou ao September. Resolvi que seria dos três, porque eles eram sensacionais. Já que a Olive era minha irmã e o Walter o meu pai, fiz do September meu melhor amigo. 

Ah é, a quarta temporada! Foi a melhor de todas e teve a season finale mais maravilhosa do mundo. Deixa até eu traçar um paralelo, que vai ser meio estranho, pra entender como eu me sinto quando vejo a season finale da quarta temporada de Fringe. Sabe quando você foi assistir O Senhor dos Anéis no cinema, e em todos os filmes as cenas de batalha eram tão fodas, que você sabia que pelo resto da vida nunca mais conseguiria ver filmes que tivessem cenas grandiosas de batalhas que chegassem aos pés de O Senhor dos Anéis, e após anos vendo filmes com batalhas, você viu mesmo que nunca mais vai ter cenas de batalha que te marquem assim? Foi assim que me senti vendo a season finale da quarta temporada de Fringe. Nunca mais vou me sentir tão maravilhada por outra season finale de qualquer outra série. Sei isso do fundo do coração. Foi o episódio que eu mais chorei e gritei com a TV e depois senti uma onda de desgosto que foi substituída por uma alegria imensa, e foi quando meu amor por todos os outros os personagens, além da Olivia, do Walter e do September, se consolidou de vez. Foi o melhor roteiro de toda a série. Mas, óbvio, que isso é o que eu penso e não exatamente o que os outros vão pensar também.

Com a notícia de que a quinta seria a última e havia sido renovada com apenas treze episódios, eu pensei que fosse ficar do jeito que a gente a fica, né: primeiro a ansiedade, depois o desespero e etc. Mas fiquei legal e achei que era até bom que fosse mesmo o fim. Quando a série chega no ápice, tem mais que terminar mesmo, senão fica uma baita duma enrolação sem fim (vide Supernatural que podia ter acabado na quinta mas tá sendo arrastada até agora e só se salva por conta do anjo Castiel). 

Na última temporada de Fringe teve uma nova personagem que causou uma revolução, teve os observadores finalmente deixando claro o que queriam, teve uma anomalia que se ligava aos observadores e teve mais September. O desfecho foi tão triste quanto foi imensamente aliviante. Triste porque perdi minha família (além de alguns bons personagens), e aliviante, porque, no final o que os fãs queriam aconteceu. O medo era que o criador da série, J. J. Abrams, acabasse deixando tudo confuso, como no final de Lost, que foi outra série criada por ele e que até hoje ninguém tem muita certeza do que aconteceu de verdade. Mas em Fringe, o final foi digno.

Espero que o box venha recheado de extras e cenas deletadas. Só isso pra tirar o vazio que a série deixou no peito depois desses três anos e meio comigo.

Olivia, Walter e Peter. Um trio para ser eternamente adorado.

18 de jan. de 2013

Confesso

Que sou 'romantibrega'. Porque nada como sonhar com um David Tennant te carregando nos braços e levando pra bem longe.

Eu gosto do meu subconsciente às vezes.

3 de jan. de 2013

Músicas que foram eternizadas na minha história

01. Danny Elfman (Oingo Boingo) - Gratitude
02. Les Fleur de Lys - Gong With The Luminous Nose
03. 13th Floor Elevators - Slip Inside This House
04. Legião Urbana - Eu Era Um Lobisomem Juvenil
05. Echo & The Bunnymen - Blue Blue Ocean
06. Zen Garden - Dream Made Teller (Manifesto)
07. XTC - No Language In Our Lungs
08. Broadcast - Before We Begin
09. Fever Ray - Keep The Streets Empty
10. Oasis - The Turning
11. Oasis - Underneath The Sky
12. Simple Minds - Don't You Forget About Me
13. Danny Elfman (Oingo Boingo) - It Only Makes Me Laugh
14. Oingo Boingo - Dead Man's Party
15. Status Quo - Ice In The Sun
16. Status Quo - Spicks And Specks
17. XTC - Humble Daisy
18. Tim Maia - Primavera (Vai Chuva)
19. Sharon Tandy - You've Gotta Believe It
20. Jefferson Airplane - Today
21. Shocking Blue - Venus
22. Love - Orange Skies
23. Blossom Toes - When The Alarm Clock Rings
24. Blossom Toes - What's It For
25. Gandalf - You Upset The Grace of Living
26. Gandalf - I Watch the Moon
27. The Cult - Nirvana
28. The Zombies - A Rose for Emily
29. The Zombies - I'll Call You Mine
30. Sharon Tandy - Stay With Me
31. Echo & The Bunnymen - The Killing Moon
32. The Cure - Why Can't I Be You
33. Ivy - While We're In Love
34. Mort Garson - I've Been Over The Rainbow
35. Steppenwolf - Everybody's Next One
36. Blur - Out Of Time
37. Corrigan & Kyteler - Oak and Ash and Thorn (letra tirada do poema "By Oak, Ash and Thorn" de Rudyard Kipling)
38. The Move - The Girl Outside
39. The Doors - Unhappy Girl
40. 13th Floor Elevators - Reverberation

13 de dez. de 2012

Filosofando sobre Santos

Para os moradores dessa minha cidade estranha, porém com um certo charme, digno de uma mini São Paulo com direito a praia, sempre me intrigou o fato de que embora eu quisesse sair daqui, algo me impedia e fazia pensar, toda vez que tinha de ir pra capital, como eu gosto de morar aqui. Porque embora as coisas aconteçam na capital, aqui é um tanto quanto melhor. Só o fato de ter uma praia já me deixa menos estressada. Não que eu goste de torrar sob um sol de 40 graus, mas tenho uma teoria sobre as energias que a praia traz. Conforme a gente vai chegando mais próximo da praia, é tudo tão bonito, prédios que parecem aconchegantes, canais mais cuidados, um pouco mais de árvores. Aí, fazendo o caminho inverso e indo para o centro, parece que tudo fica mais feio e triste. Os prédios são esquisitos, muita coisa que embora não seja tão velha parece que já está construída desde o descobrimento da cidade, poucas árvores. Eu moro bem no meio termo disso, num lugar que nem os Correios se decidem se o nome do bairro é Boqueirão, Gonzaga ou Encruzilhada. E, sim, as ruas cruzam e tem bastante macumba onde antigamente a gente chamava de "linha do trem", que hoje aqui pelos quarteirões teve os trilhos aterrados e serve de abrigo para os moradores de rua.

O que me deixa meio chateada é que o que um dia foi uma paisagem com prédios de no máximo três andares, daqueles bem charmosos, e árvores por todas as partes da cidade, sem esquecer nenhum dos vários bairros daqui, hoje dá lugar a prédios muito altos, que duvido bastante que consigam abrigar tanta gente assim (embora as pessoas ainda achem que o tal pré-sal realmente vai trazer mais pessoas pra cá), e as árvores a cada dia que passa vão desaparecendo. Não me espantaria que num futuro próximo as imobiliárias se deparassem com um boom imobiliário e vissem a burrada que fizeram construindo prédio por tudo quanto é canto da cidade e quase ninguém querendo comprar. Mas pensando pelo lado bom, os preços poderiam ficar baixos e eu realizar o sonho de ter um apartamento com um quarto só meu (que hoje eu ainda divido com meu irmão mais novo, nesses meus 28 anos do primeiro tempo).

Essa minha cidade, que ao mesmo tempo me deixa com vontade de ir embora, e quando penso em ir, volta a vontade de ficar, apesar do trânsito, é boa de se viver. Não é à toa que temos tantas pessoas na melhor idade morando aqui. Temos coisas bonitas, como o Orquidário, o Aquário, o Horto. A praia não é muito limpa, mas nossos jardins da orla são os mais bonitos do país. E é tão gostoso dar uma volta pela orla, sentar num dos banquinhos, esperar o sol se pôr. Fiz isso muitas vezes. Tinha dias que levava um livro junto e ficava lendo até o sol ir embora. Também temos o deck do Emissário Submarino, onde um monte de gente vai pra andar de skate, bicicleta, patins, ou sentar e ficar vendo o mar. Também já fiz isso bastante. Chamava os amigos no final da tarde pra ir até lá, conversar e ficar olhando o mar. Sempre fico bem olhando a orla da cidade, com Guarujá do outro lado, enquanto o mar vai batendo contra as grades do deck. Acho que lá é o melhor lugar do mundo, embora eu não seja uma pessoa que tenha viajado muito. Mas essas coisas a gente sente, né? Pelo instinto a gente sabe que é bom e que vai ser difícil achar um lugar bonito assim numa cidade relativamente grande. Não falo de paraísos tropicais, esses com certeza devem ser lindos também, mas não sei se morarei em um, então só de Santos ter o meu lugar sagrado eu já fico contente.

Agora, só falta o sonho de um dia termos um metrô, o que acho bem difícil. Pra sair a ponte que liga Santos à Guarujá parece que demorou séculos e mesmo assim as obras só começam bem lá pra frente. Acredito que o mundo acabe e essa ponte ainda nem tenha sido começada. Mas se caso o metrô viesse a ser construído, melhorando o transporte público, eu poderia dizer que, apesar da hora do rush ser insuportável, do calor infernal e da poluição ser grande, é a melhor cidade do país. 

12 de dez. de 2012

Lista de discos até o momento

CDs
Oasis - Definitely Maybe
Oasis - (What's The Story) Morning Glory?
Oasis - Be Here Now
Oasis - The Masterplan
Oasis - Standing On The Shoulder Of Giants
Oasis - Heathen Chemistry
Oasis - Don't Believe The Truth
Oasis - Dig Out Your Soul
Oasis - Slide Away (Bootleg)
Oasis - Up In The Sky (Bootleg)
Oasis - Black And White (Bootleg)
Oasis - All Acoustically (Bootleg)
Oasis - Time Flies (box com 3 CDs + DVD com todos os clipes em todas as versões)
Oasis - Supersonic (Single)
Oasis - Some Might Say (Single)
Oasis - Don't Look Back in Anger (Single)
Oasis - D'You Know What I Mean (Single)
Oasis - The Hindu Times (Single)
Oasis - Falling Down (Single)
XTC - White Music
XTC - GO2
XTC - Drums and Wires
XTC - Black Sea (Japanese mini-LP CD)
XTC - English Settlement
XTC - English Settlement (Japanese mini-LP CD)
XTC - Mummer (Japanese mini-LP CD)
XTC - The Big Express
XTC - Skylarking
XTC - Oranges & Lemons (Japanese mini-LP CD)
XTC - Nonsuch
XTC - Apple Venus Volume 1
XTC - Wasp Star (Apple Venus Volume 2)
XTC - Apple Box (com os 4 CDs lançados depois de 1999: Apple Venus, Wasp Star, Homespun e Homegrown)
The Dukes of Stratosphear (XTC) - Chips From the Chocolate Fireball
The Dukes of Stratosphear (XTC) - 25 O'Clock (parte do box Complete & Utter)
The Dukes of Stratosphear (XTC) - Psonic Psunspot (parte do box Complete & Utter)
Andy Partridge - Fuzzy Warbles 1
Andy Partridge - Fuzzy Warbles 2
Andy Partridge - Fuzzy Warbles 3
Andy Partridge - Fuzzy Warbles 4
Blur - Leisure
Blur - Modern Life is Rubbish
Blur - Parklife
Blur - The Special Collector's Edition
Blur - Blur
Blur - 13
Blur - The Best Of
Blur - The Best Of (Special Edition com CD ao vivo)
Blur - Think Tank
Blur - There's No Other Way (Single)
Blur - Bang (Single)
Blur - Popscene (Single)
Blur - Sunday Sunday (Single)
Blur - To The End (Single)
Blur - End Of A Century (Single)
Blur - Stereotypes (Single)
Blur - Girls and Boys (Single)
Blur - The Universal (Single)
Blur - The Universal II (Single)
Blur - A Charmless Man (Single)
Blur - A Charmless Man II (Single)
Blur - Country House (Single)
Blur - Country House II (Single)
Blur - On Your Own (Single)
Blur - Tender (Single)
Blur - Tender II (Single)
Blur - Under The Westway / The Puritan
Box Blur 21
Pink Floyd - The Piper at the Gates of Dawn
Pink Floyd - A Saucerful of Secrets
Pink Floyd - More
Pink Floyd - Ummagumma (Remaster)
Pink Floyd - Atom Heart Mother
Pink Floyd - Relics
Pink Floyd - Meddle
Pink Floyd - Obscured By Clouds
Pink Floyd - Dark Side of the Moon
Pink Floyd - Wish You Were Here
Pink Floyd - The Wall
Pink Floyd - A Momentary Lapse of Reason
Pink Floyd - The Division Bell
Pink Floyd - P.U.L.S.E.
Syd Barrett - An Introduction to
Legião Urbana - Legião Urbana
Legião Urbana - Dois
Legião Urbana - Que País É Este? 1978/1987
Legião Urbana - As Quatro Estações
Legião Urbana - V
Legião Urbana - Música para Acampamentos
Legião Urbana - O Descobrimento do Brasil
Legião Urbana - A Tempestade (ou O Livro dos Dias)
Legião Urbana - Uma Outra Estação
Legião Urbana - Acústico MTV
Duran Duran - Duran Duran
Duran Duran - Rio
Duran Duran - Seven and the Ragged Tiger
The Doors - The Doors
The Doors - Strange Days
The Doors - Waiting for the Sun
Jefferson Airplane - Takes Off
Jefferson Airplane - After Bathing at Baxter's
Jefferson Airplane - White Rabbit (Live)
13th Floor Elevators - The Psychedelic Sounds of
13th Floor Elevators - Easter Everywhere
Big Brother & The Holding Company featuring Janis Joplin
Janis Joplin - The Essential Janis Joplin
The Who - A Quick One
The Who - Sell Out
The Who - The BBC Sessions
Sharon Tandy - You Gotta Believe It's... Sharon Tandy
Les Fleur de Lys - Reflections
Love - Love
Love - Da Capo
Blossom Toes - We Are Ever So Clean
The Hollies - Butterfly
The Velvet Underground & Nico
Steppenwolf - Born To Be Wild (The Best Of)
The Cult - Love
The Cult - Electric
The Cult - Sonic Temple
Broadcast - Work and Non Work
Broadcast - The Noise Made by People
Broadcast - Haha Sound (Digipack com capa dura)
Broadcast - Tender Buttons
The Style Council - Our Favourite Shop
Paul Weller - Heavy Soul
The Verve - Urban Hymns
Red Hot Chili Peppers - Blood Sugar Sex Magik
Red Hot Chili Peppers - Californication
Red Hot Chili Peppers - By The Way
Hair - Original Soundtrack Recording
Status Quo - Picturesque Matchstickable Messages From The Status Quo (Deluxe Edition)
The Beatles - Rubber Soul (Remaster)
The Beatles - Revolver (Remaster)
The Beatles - Magical Mystery Tour (Remaster)
The Beatles - White Album (Remaster)
The Beatles - Abbey Road (Remaster)
The Beatles - Let it Be (Remaster)
The Beatles - Past Masters (Remaster)
The Beatles - Yellow Submarine Songtrack
The Beatles - One
Men At Work - Business As Usual
Men At Work - Cargo
Men At Work - The Best Of
The Chemical Brothers - Dig Your Own Hole
The Chemical Brothers - Surrender
Mystica - Second Dive
Pixies - Doolittle
Supergrass - I Should Coco
The Killers - Hot Fuss
Franz Ferdinand - Franz Ferdinand
Graham Coxon - The Sky Is Too High (Digipack)
Graham Coxon - The Golden D (Digipack)
Graham Coxon - Crow Sit On Blood Tree (Digipack)
Graham Coxon - The Kiss of Morning (Digipack)
Graham Coxon - Happiness in Magazines (Digipack)
Graham Coxon - Happiness In Magazines
Graham Coxon - Love Travels at Illegal Speeds
Graham Coxon - The Spinning Top (Digipack)
Graham Coxon - A+E (Digipack)
Nando Reis & Os Infernais - Ao Vivo MTV
Gorillaz - Gorillaz
Gorillaz - Demon Days
Tears For Fears - Tears Roll Down (Greatest Hits 82-92)
Echo & The Bunnymen - Crocodiles
Echo & The Bunnymen - Porcupine
Echo & The Bunnymen - Ocean Rain
Echo & The Bunnymen - Songs to Learn and Sing
Echo & The Bunnymen - Echo & The Bunnymen
Fleetwood Mac - Fleetwood Mac
Fleetwood Mac - Rumours
New Order - Low Life
New Order - Substance
The Chronicles of Narnia: The Lion, The Witch and The Wardrobe - OST (Digipack com DVD)
Fever Ray - Fever Ray (Special Edition contendo DVD com os clipes)
Fever Ray - Fever Ray
Iamamiwhoami - Kin (contendo DVD com os clipes)
Noel Gallagher - The Dreams We Have As Children
Noel Gallagher's High Flying Birds - Noel Gallagher's High Flying Birds
Noel Gallagher's High Flying Birds - The Death of You and Me (Single)
Noel Gallagher's High Flying Birds - AKA... What a Life! (Single)
Noel Gallagher's High Flying Birds - If I Had A Gun (Single)
The Cure - Greatest Hits (2 CDs + DVD com os clipes)
Melody's Echo Chamber

LPs
Noel Gallagher's High Flying Birds - Noel Gallagher's High Flying Birds
Noel Gallagher's High Flying Birds - The Death of You and Me (Single 7")
Noel Gallagher's High Flying Birds - AKA... What a Life! (Single 7")
Noel Gallagher's High Flying Birds - If I Had A Gun (Single 7")
Iamamiwhoami - Kin (com DVD)
Fever Ray - Fever Ray
New Order - Low Life
New Order - Substance
The Cure - Standing On A Beach (The Singles)
Legião Urbana - Que País É Este? 1978/1987
Legião Urbana - V
Duran Duran - Duran Duran
Duran Duran - Seven And The Ragged Tiger
Duran Duran - Arena
Duran Duran - Notorious
Duran Duran - Big Thing
Duran Duran - Liberty
Duran Duran - Decade
Duran Duran - Master Mixes
Barry Andrews - Town And Country
XTC - 3D EP
XTC - GO2
XTC - Life Begins At The Hop/Homo Safari (Single 7")
XTC - Black Sea
XTC - Black Sea (Japanese version com bag verde)
XTC - English Settlement
XTC - English Settlement (Japanese version)
XTC - Senses Working Overtime
XTC - Mummer
XTC - The Big Express
XTC - Skylarking (nova edição remasterizada, dupla, com livreto)
The Dukes of Stratosphear (XTC) - 25 O'Clock (parte do box Complete & Utter)
The Dukes of Stratosphear (XTC) - Psonic Psunspot (parte do box Complete & Utter)

Boxes em Edições Limitadas do XTC (já fora de catálogo no site da Ape House):
The Complete and Utter Dukes of Stratosphear: 2 LPs, 2 CDs, 1 single 7", 1 jogo de quebra-cabeças, 1 camiseta, Dukes Money, caixa encapada com veludo roxo
Andy Partridge - Fuzzy Warbles Collector's Album: caixa com espaço para os 8 CDs da série, 1 cd de outtakes, 1 livreto e 1 cartela com selos das capas dos CDs

9 de dez. de 2012

Eu e o XTC

Tudo começou naquele janeiro de 2003, num sebo. Estava eu lá procurando um LP pra comprar, sem ter nada em mente, nenhuma banda, e eis que me deparo com um disco diferente, uma capa muito colorida, tão psicodélica que fiquei maluca e o nome também era tão inspirador: Oranges & Lemons. Olhei o preço, estava barato, e ainda por cima era duplo (!), e com o dinheiro que eu tinha na hora dava pra levar. E foi o que fiz.

Cheguei em casa me esbaforindo porque tinha corrido de lá do sebo, que ficava a umas cinco quadras de casa, querendo muito ouvir aquilo porque devia ser a coisa mais foda com a qual eu já tinha me deparado até então. E lá fui eu, botar o lado A do primeiro disco pra tocar. Fui esperando algo mega louco, com teclado 'fritando', reverb, distorção e o que mais viesse de bônus. Porém era pop. Pop. Poxa! E além de tudo era um pop esquisito, parecia música de macumba com rock, tinha umas batidas nada a ver. Passei aquele lado A inteiro xingando, e no final guardei o disco no meio da minha coleção, pra depois de um tempo o pobre coitado ser jogado no lixo. Disse que nunca mais ouviria eles.

Em junho de 2004 estava no auge do meu psicodelismo pessoal, baixando todo disco que conseguia encontrar como se não houvesse amanhã. Um dia me deparei com uma tal The Dukes of Stratosphear. Pelo nome, a banda parecia bem legal e resolvi ouvir. E naquela semana devo ter ouvido umas cinquenta mil vezes. Ouvi tanto que naquela mesma semana eu consegui memorizar todas as letras, cantava até de trás pra frente se me pedissem. Mas descobri que eles eram na verdade os caras do XTC tirando um sarro do baroque pop dos anos 60. Fiquei meio chateada porque XTC não tinha graça, como que eram os mesmos caras? Não podia ser.

De tanto ouvir os Dukes, um dia resolvi dar uma chance pro XTC. Comecei a pesquisar resenhas e um monte delas diziam que um dos discos chamado Skylarking era um dos melhores deles. Decidi ouvi-lo. E foi uma surpresa porque todas as músicas pareceram muito boas. Tinha que ter algo errado com aquele verão de 2003 e o Oranges & Lemons. Curti tanto que peguei a discografia e fui devorando todos os discos (isso é possível?). Aí, chegou a hora do Oranges de novo. Mais uma vez me deparava com aquele disco de capa colorida e som de macumba pra roqueiro alternativo. Mas ouvi. E gostei. Pensei na teoria de que meus ouvidos não estavam preparados pra esse tipo de pop esquisito, que tem batida estranha e letra difícil de entender se você ainda tem um inglês intermediário. Eu era rebelde. Só que ao contrário.

Passou o tempo, chegou 2010 e 2011 e fui comprando tudo que conseguia achar na internet até chegar ao ponto de comprar edições diferentes de um mesmo disco só porque um tinha uma bag que era de uma cor e o outro de outra cor. Participei de leilões de lotes de LP no eBay. Foi o auge da minha vida como colecionadora de qualquer coisa. Tatuei o logo da capa do Oranges nas costas, já consegui entrar em contato com o Andy Partridge, já stalkeei o filho dele (que acabou que me deu bola por uns tempos), e coloquei como meta de vida fazer a Bacchus (minha banda) famosa e comprar os direitos que a Virgin Records tem sobre todo conteúdo do XTC e dar de presente pros caras. Acho que vim ao mundo pra isso. E ai de quem me contrariar.

7 de dez. de 2012

O ser mais especial da minha vida

Uma ligação da clínica veterinária pedindo pra ajudarmos mais uma gatinha que precisava ser amamentada e a moça dizendo que a bebê tinha sido largada lá naquele dia e que não parava de gritar. Minha mãe resolveu buscar, afinal coração de mãe sempre tem espaço, e um lugar em casa pra mais um.  E foi assim que me vi com uma gatinha com um problema neurológico sério (nasceu sem uma parte do cérebro), que não conseguia se equilibrar, andava a muitas custas com a ajuda da gente, segurando as patinhas dela, e dava pra ver nos miados e no olhar dela a vontade de viver. Mas ela não resistiu. Tudo que ela comia voltava, nada ficava na barriguinha dela, era tão desesperador pensar que ela ia embora... mas aí, ela foi. E no um dia e meio que teve o carinho meu e da minha mãe, espero sinceramente que ela tenha sentido que o amor era grande, e que a gente queria dar uma chance pra ela. E quando ela acordava, eu nunca sabia dizer se a cabecinha dela estava molhada de chorar, ou se era por conta de ela só se apoiar em um lado e acabar salivando demais... mas só de pensar eu chorava também. E era uma dor pior que a da depressão.

Durante esse um dia e meio ela conseguiu me fazer chorar como nunca chorei por ninguém, nem pela perda de outros bichinhos doentes ou parentes queridos. Acho que foi por causa do brilho nos olhinhos dela quando a gente prometeu que ia melhorar, ela por eu e eu por ela. Anteontem foi o primeiro dia que saí de casa sem medo, porque eu sabia que quando eu voltasse eu teria ela aqui de novo pra eu ajudar.

Ela se foi na madrugada do dia 5 pra 6, e a única sensação que eu tive foi de impotência. Eu não consegui fazer ela melhorar, e ela não conseguiu aguentar e partiu. Mas espero que onde ela estiver, saiba que eu daqui penso muito nela e sempre me pego chorando quando vejo as fotos dela na minha mão. Um bebê de alguns dias, que apesar da dificuldade tinha vontade de andar e de viver, mesmo quando a cabecinha pendia pra um lado e eu a segurava pra ela continuar, uma patinha por vez, subindo de mão em mão como numa escadinha. Embora ela tenha ficado só algumas horas nas nossas mãos eu consegui começar a melhorar. Por ela. Te amo demais, bebê. Que você saiba que por você eu resolvi mudar essa escuridão pra luz, e espero que a gente se encontre lá do outro lado pra eu poder agradecer esse um dia e meio em que você me mudou com toda essa sua luz. Vai com os anjos e vai em paz.
Meu amorzinho dormindo.

Ah, como você era linda.

"Quero que saibas que me lembro, queria até que pudesses me ver. És parte ainda do que me faz forte, e, pra ser honesto, só um pouquinho infeliz." 
Giz - Legião Urbana

15 de nov. de 2012

Acho que voltei de um sonho ruim

E esse ano a Carol resolveu cair. Porque se ela não caísse, algo pior teria acontecido. É mais um daqueles anos que tudo parece se voltar contra mim, e no tudo entram as emoções ruins e os sentimentos negativos.


Não sei bem o que foi que me fez cair de vez, só me lembro vagamente de em 2011 ter ficado com um menino, porque ele realmente era um - dez anos mais novo que eu. As férias vieram, eu fui adentrando meu mundinho mais e mais, e aí, assim como as férias passaram rápido, de repente lá estava eu de novo em meio ao pessoal da escola, fazendo workshop... Acho que a pressão do semestre anterior contabilizou com eu ter passado o ano de 2011 inteiro me sentindo uma merda e buscando meios de me sentir menos pior. Quando o semestre começou de vez, lá estava eu numa sexta-feira de fevereiro sem conseguir sair do lugar com a matéria que eu ia dar no dia na minha frente e eu pensando que diabos eu ia fazer naquela escola. A vontade era de nunca mais pisar lá, sei lá o motivo. De repente lá estava eu de novo com o pânico e a depressão de volta, me dando as boas-vindas outra vez.

Me afastei do mundo: trabalho, amigos, família. Dormia mais do que eu conseguia só pra não ter que precisar sair da cama. Fui tratada como bipolar por um dos psiquiatras e a medicação errada só cagou o problema todo mais ainda. E eu ouvia o 13 do Blur e chorava e nem tinha ideia de por que eu chorava, mas eu só conseguia fazer isso. Chorar ou gritar por passar as poucas horas acordada bem irritada. No meu imaginário passaram várias cenas de eu morrendo de várias maneiras diferentes. Mas nunca consegui ter coragem (ou seria covardia) o suficiente para dar o grande basta. Acho que é porque ainda sinto medo de morrer.

O ano voou. Aqui estou eu (ainda) levando a vida nas coxas, tendo que voltar ao trabalho na base da obrigação porque a vontade só me faz odiar o que eu faço mais ainda. E nessas eu fico pensando em meios de me boicotar e ficar na merda de novo, só pra não ver ninguém que eu não queira. Pensar na volta ao convívio com determinadas pessoas me faz querer ter a ousadia de pegar meus remédios e fazer uma misturinha especial só pra mim. Mas não vou fazer nada, já disse que sou covarde, né?

2012, um ano que podia nem ter começado. Um ano perdido, sem rumo, sem motivação, cheio de reclusão, desilusão, quedas, e eu caindo na triste realidade. Mas dizem que a realidade é que é ilusão, né? Vamos ver. Espero que o véu de Maya caia logo. Cansei de tristeza e amargor. Cadê meus dias de beleza e alegria?

21 de dez. de 2011

Resoluções idiotas que nunca cumpro versão 2011 - uma análise

- Continuar comprando os discos que quero em CD ou vinil; - Comprei uma pá de CD e alguns 'viniuzes'.
- Comprar uma vitrola; - Não comprei e nem vou.
- Tomar bala e ver os sons e escutar as cores; - Não tomei, nem vou.
- Tomar Santo Daime; - Tomei e foram boas todas as vezes. Saudade.
- Não ser assaltada; - Fui. Duas vezes, acho.
- Não me apaixonar por mais ninguém, só sair dando tapa na cara; - RERERRE sem comentários.
- Parar de tomar remédio de tarja preta que faz perder a memória; - Próxima.
- Ir numa rave e ficar de um dia pro outro sem morrer; - Nem.
- Fazer a meleca do sétimo furo na minha orelha, mas que ninguém me estapeie pra não infeccionar; - Fiz e infeccionou.
- Fazer mais tatuagens; - Fiz e não me arrependo.
- Comprar calça na Levi's (consumismo nota 1000); - Tentei mas o 34 deles é pequeno demais e o 36 um saco.
- Me deletar das redes sociais; - Migrei pro facebook. PRÓXIMA!
- Entrar pro celibato; - Hmmm, próxima.
- Cagar e andar pra Inglaterra e ir morar em Salvador; - Micareta em 2012.
- Mandar tudo pra puta que pariu e virar monja buddhista. - Tô quase lá, senhor Shiva.